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O Resgate
08 / 01 / 2010
Onde está a tão prometida paz na terra?


Será que os anjos mentiram?




“E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem”


Lucas 2.13-14




Como toda cena, as palavras proferidas pelos anjos nos campos, aos pastores, também foram sobrenaturais! Elas pareciam remotas, sonhadoras, irreais! Até hoje há quem diga que aquela proclamação angelical foi uma miragem, um sonho sem fundamento, uma simples retórica.




Temos de admitir que a paz alardeada está sendo muito bem guardada em algum esconderijo, e que a boa vontade não tem entrelaçado os homens em fraternidade.




Naquela noite, a paz foi prometida; a boa vontade proclamada. Será possível que tenhamos deixado de lado algum condicional, ou imperativo, que faria com que essas duas preciosas promessas fossem cumpridas? Será que existe alguma explicação lógica para essa aparente ilusão? Será que algum fator de vital importância, tipo “causa e efeito”, está sendo omitido, sendo assim o responsável por esse triste fracasso?







MENSAGEM INCOMPLETA




Dizem, e quando não o fazem, pensam:




- Onde está a boa vontade entre os homens?




- Onde está a paz que nos foi prometida?




Ocorre que, a mensagem apresentada até aqui, não está completa. Não foi dada atenção à frase inicial pronunciada pelos anjos: “Glória a Deus nas alturas…”.




- Onde está a glória a Deus?




Aí é que está! Nós simplesmente omitimos essa primeira parte. Começamos pelo final e excluímos o início. Qual é a mensagem completa dos anjos, com todas as partes harmonicamente dispostas?




“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem”


Lucas 2.13-14




Paz não é algo avulso, sem relação com o restante. A paz está ligada à outra parte da frase e é completamente dependente dela. A paz é resultado de fruto de determinados relacionamentos e, se esses relacionamentos forem assegurados, a paz será inevitável.




Vejamos alguns exemplos: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz, aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti” (Isaías 26.3). “Grande paz têm os que amam a tua lei…” (Salmo 119.165). “Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1).




Em cada uma dessas passagens das Escrituras, a paz é apresentada não como raiz, mas como fruto; o fruto de uma justiça pessoal com Deus. E é exatamente aí que a mensagem dos anjos começa para os pastores, nos campos próximos a Belém. Não começou com boa vontade entre os homens nem com paz na terra, mas com o fator que as produziria: “Glória a Deus nas alturas”.




No entanto, devemos perguntar em meio aos dias escuros pelos quais atravessa a raça humana, em meio a tanta má vontade, a conflitos raciais, e a greves, onde nosso pensamento se inicia? Será que é no mesmo lugar onde começou a mensagem dos anjos, na correção do supremo relacionamento, na reconciliação entre Deus e a raça humana?




Se tão somente déssemos glória a Deus nas alturas, a paz na terra nos seria assegurada e a boa vontade entre os homens estaria presente.






UM RELACIONAMENTO VITAL


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Mas… que tipo de relacionamento é esse que dá “glória a Deus nas alturas?”




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Como termos um relacionamento com Deus que seja tão vital, a ponto de Lhe darmos glória e então recebermos automaticamente as outras bênçãos que possibilitarão um bom relacionamento com os outros seres humanos?


Aquele cujo aniversário comemoramos no Natal, nos deu a maior das dicas: Ele mesmo disse a respeito de si mesmo: “Eu sou o Caminho”. (João 14.6). Um bom relacionamento com Cristo é a chave para um bom relacionamento com Deus.




E que tipo de relacionamento devemos ter com Jesus? Ele requer entrega total de nossas vidas; que aceitemos sem restrições Sua direção e que nos submetamos à Sua vontade e ao poder de Sua graça salvadora. Ele nos chama, primeiramente, para O recebermos como Salvador e depois que nos dediquemos, em submissão e obediência, ao Seu senhorio em nós.




Não há como darmos esses passos como uma coletividade, seja raça, povo, nacionalidade ou mesmo como uma multidão. É a entrega particular de cada vida a um Salvador, a um Senhor que se torna pessoal.




Paz entre os homens só poderá existir quando introduzida de forma individual por aquela pessoa que já está em paz com Deus, tendo sido justificada e santificada no poder redentor do amor e da graça de Jesus. O mundo não pode ser salvo em multidões. Não há como através de ligas e tratados, levar o mundo como um todo, a um estado de paz congênita e fraternal. Salvação e paz só podem ser encontradas quando entregamos de forma pessoal nossas vidas a Cristo, o Salvador.




Submetamo-nos, então, à glória de Deus. Essa foi a primeira frase da mensagem dos anjos: “Glória a Deus nas alturas” (Lucas 2.14). Uma pessoa, um ser humano, um indivíduo, em paz com o Altíssimo!




Aí, então, haverá paz na terra e boa vontade entre os homens. A mesma mensagem que se inicia com “Glória a Deus…” termina com “boa vontade entre os homens”. Primeiro a glória, depois a paz! Essa é a mensagem do Natal. Isso é Cristianismo!




A mensagem dada pelos anjos foi uma enganação? Teriam eles debochado do mundo ao prometerem algo que não seria cumprido? Será que os amedrontadores eventos de nosso mundo atual não serão provas inequívocas de que o conteúdo da mensagem era verdadeiro e que sua omissão não ficaria na impunidade?




Como seria bom se todos os homens e mulheres cessassem suas lutas e ouvissem a mensagem dos anjos!




Como seria bom se cada palavra ali pronunciada pudesse ser ouvida em cada bairro, cidade e estado de todas as nações do mundo! No entanto… é imprescindível que a mensagem seja ouvida e compreendida em sua íntegra, e não somente a parte que nos interessa:




“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens”.




John Henry Jowett (1864-1923) – Nasceu na Inglaterra e foi pastor da Igreja Congregacional. Em 1911 tornou-se pastor da Igreja Presbiteriana da 5ª Avenida em Nova Iorque, Estados Unidos. Em 1918 voltou à Inglaterra como pastor da Westminster Chapel em Londres. Foi escritor e articulista evangélico. Artigo extraído e traduzido por Iara Vasconcellos, da Revista Decision, dez 1999, que por sua vez foi tirado de um folheto com um sermão de Natal de 1918.

Escrito por: John Henry Jowett

(É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo do material editorial publicado, desde que citada a fonte e com autorização prévia e documentada da REVISTA LAR CRISTÃO)
 
 
  
 
 
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