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Brasil para Cristo - alvo dos bispos católicos para o presente quinquênio
21 / 01 / 2013
No que diz respeito ao cristianismo, a situação parece muito séria. “A cada 100 pessoas no mundo, 70 não sabem quem é Jesus Cristo, 27 já escutaram falar dele, mas vivem como se não tivessem ouvido, e 3 perseveram na fé” (Mundo e Missão, setembro de 2012).

No que diz respeito ao trabalho pastoral da Igreja Católica no Brasil, Marcelo Gualberto Monteiro, secretário nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), afirma que “70% da pastoral estão voltados para as três pessoas que perseveram; 27% para os que foram batizados, mas que vagam pelas diversas igrejas; apenas 3% para os 70% que nunca ouviram falar de Jesus” (Idem).

Esse quadro faz lembrar aquele retângulo no mapa-múndi conhecido como Janela 10/40, onde estão os povos não-alcançados pelo cristianismo e o menor número de missionários.

Para fazer frente a essa situação, a 49ª Assembleia dos Bispos, realizada em Aparecida, SP, de 4 a 13 de maio de 2011, aprovou o documento Diretrizes Gerais e Ação Evangelizadora, do qual Ultimato reproduz os parágrafos que julga mais importantes, retirados do “Comunicado Mensal” (órgão oficial da CNBB), ano 60, número 636.

Toda ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para ele e para o Reino do Pai. Jesus Cristo é a nossa razão de ser, origem de nosso agir, motivo de nosso pensar e sentir. Nele, com ele e a partir dele mergulhamos no mistério trinitário, construindo nossa vida pessoal e comunitária.

Nisto se manifesta nosso discipulado missionário: contemplamos Jesus Cristo presente e atuante em meio à realidade, à sua luz a compreendemos e com ela nos relacionamos, no firme desejo de que nosso olhar, ser e agir, sejam reflexos do seguimento cada vez mais fiel ao Senhor Jesus. Não há, pois, como executar planejamentos pastorais sem antes pararmos e nos colocarmos diante de Jesus Cristo.
Em atitude orante, contemplativa, fraterna e servidora, somos convocados a responder, antes de tudo, a nós mesmos: quem é Jesus Cristo? O que significa acolhê-lo, segui-lo e anunciá-lo?

O que há em Jesus Cristo que desperta nosso fascínio, faz arder nosso coração, leva-nos a tudo deixar e, mesmo diante das nossas limitações e vicissitudes, afirmar um incondicional amor a ele?

Jesus Cristo é Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro do Deus verdadeiro, manifestação plena do amor radical, que se entrega pelos pecadores. Seu desejo de salvação não é simplesmente aguardar os que o buscam. Jesus Cristo é incessante e eterna entrega, dom de si para o outro.

A paixão por Jesus Cristo leva ao arrependimento, à contrição e à verdadeira conversão pessoal e pastoral. Por isso, devemos sempre nos perguntar: estamos convencidos de que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida? O que significa para nós, hoje, o Reino de Deus por ele instaurado e comunicado?

Jesus Cristo, o grande missionário do Pai, envia, pela força do Espírito, seus discípulos em constante atitude de missão. Quem se apaixona por Jesus Cristo deve igualmente transbordar Jesus Cristo, no testemunho e no anúncio explícito de sua pessoa e mensagem. A igreja é indispensavelmente missionária. Existe para anunciar, por gestos e palavras, a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo.

Na medida em que as mudanças de época atingem os critérios de compreensão, os valores e as referências, torna-se indispensável anunciar Jesus Cristo, apresentando com clareza e força testemunhal, quem é ele e qual a sua proposta para toda a humanidade. Não se trata, por certo, de estabelecer uma espécie de concorrência religiosa, ingressando na competição por maior número de fiéis.

Trata-se de se reconhecer que o distanciamento em relação a Jesus Cristo e ao Reino de Deus traz graves conseqüências para toda a humanidade. Estas conseqüências não são percebidas apenas pela redução numérica dos católicos. Elas são igualmente sentidas principalmente nas inúmeras formas de desrespeito e mesmo de destruição da vida.

No anúncio da Boa Nova, antes do missionário sempre chega o Espírito Santo, protagonista da evangelização. É ele quem move o coração para o encontro pessoal com Jesus Cristo, embora se trate de um encontro sempre por pessoas.

A fé cristã é, antes de tudo, adesão pessoal à pessoa de Jesus Cristo e ao seu evangelho, acolhida do dom gratuito que vem de Deus.
 
 
  
 
 
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