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BATISMO BÍBLICO
Há batismos não bíblicos. Seguem rituais e tem significações que não encontram respaldo na Bíblia. Tem sua validade para aqueles que o praticam, mas não podem ser aceitos por uma Igreja Batista. São muitos os exemplos, na atualidade, de tais praticas batismal. A começar com o batismo infantil que introduz o bebê, que ainda não possui capacidade decisória, no “cristianismo”. O batizando é declarado cristão pelo batismo não pelo arrependimento, confissão de seus pecados e fé exclusiva em Jesus Cristo, como Salvador pessoal. Ninguém é cristão por hereditariedade ou procuração. Desejo dos pais ou declarações de sacerdotes não transforma ninguém em cristão. Somos cristãos porque fomos salvos pela graça de Jesus Cristo, colimada na cruz. Reconhecemos os pecados cometidos. Concluímos pela não capacidade de excluí-los da vida prática, sem o auxílio e intervenção do Espírito Santo. Batizar uma criança que não pode decidir e expressar a fé, não é batismo. Por isso não aceitamos tais batismos.

Há os que pregam o batismo como ato confirmatório da salvação. Não cremos e não aceitamos tal postura. O batismo não é um certificado que a Igreja emite confirmando a salvação de alguém. A salvação tem a sua confirmação na fé simples depositada na pessoa de Jesus Cristo. Sem a necessidade do batismo. Caso a salvação dependesse de cerimônias, atos humanos, celebrações outras para ser confirmada o sacrifício da cruz seria incompleto e inócuo. Jesus nunca exigiu daqueles que salvou fazer algo para confirmar a salvação. A salvação é um ato de fé. Não está atrelada a nenhum outro proceder. O ser batizado. Tornar-se membro de uma Igreja. Participar da Ceia do Senhor. Devolver o dízimo, não são certificados da salvação. A pessoa pode fazer tudo isso (e alguns o fazem) e não ser salva. No momento em que o pecador, dirigido pelo Espírito Santo, se submete à direção do Espírito que aponta para Jesus, como único que pode salvar, 1ª Timóteo 2:5, está salvo. Caso venha ou não a ser batizado. Batismo não confirma salvação de ninguém. Nem mesmo a fidelidade de alguém a um determinado segmento religioso. Que o digam aqueles que já foram “batizados” em dezenas de “igrejas”. O sacrifício de Cristo na cruz foi perfeito e completo. Não carece de enfeite ou reparos.

Algumas seitas caminham para a heresia. Ensinam que o batismo lava pecados. A pessoa é salva, mas precisa se lavar e purificar dos pecados cometidos. O batismo se transforma num ato de purificação. Ao sair das águas batismais a pessoa deixa nas águas os pecados cometidos. Tal crença adentra o campo da heresia. Caso fosse possível alguém lavar seus pecados na águas do batismo, desnecessário seria o sacrifício de Cristo na cruz. A cruz perde o seu significado. O horror do pecado também. Jesus perdeu seu precioso tempo ao deixar a glória do Pai e vir se submeter ao suplicio do Calvário. Era só sugerir o batismo como salvação. Bem mais cômodo. Menos cruento e trágico. Batismo não purifica pecados. Somos lavados dos nossos pecados no precioso sangue de Jesus Cristo na Cruz, 1ª João 1:7.

A heresia mais esdrúxula sobre o batismo firma-se na errônea interpretação de 1ª Coríntios 15:29. Batiza-se alguém com a intenção de salvar ou tirar do inferno uma pessoa que já morreu. Quando o batizando é emerso das águas a alma do seu antepassado deixa o inferno e vai para o céu. Os vivos decidem o destino dos mortos, mesmo que estes tenham rejeitado o projeto salvífico de Deus. Tal grupo raciocina que todos aqueles que já morreram, mas não eram adeptos de suas crenças, não foram batizados, segundo suas doutrinas, estão perdidos. A única maneira de removê-los do inferno para o céu é algum parente ou amigo submeter-se ao batismo em nome do morto. Heresia pura, que atrai incautos. Ligada às indulgências vendidas pela Igreja Católica nos tempos de Lutero. Toda e qualquer ação religiosa em intenção dos mortos fere a veracidade bíblica. Ninguém decide a salvação de outrém, especialmente dos que já morreram. Cada um dará conta de si mesmo a Deus. Orar pelo sufrágio das almas dos mortos é perda de tempo e desconhecimento bíblico.

Caso o grupo batizador não admita a Triunidade, Trindade Divina, o batismo praticado não tem validade bíblica. A ordem deixada por Jesus diz que o batismo deve ser praticado em nome do Pai, Filho e o Espírito Santo, Mateus 28:19. Qualquer alteração na ordem deixada por Jesus, desqualifica o ato em si.

A pessoa do batizador há que ser levada em consideração. Cabe à Igreja autorizá-lo. Isto significa que ele crê o que sua Igreja crê. Tal fato dificulta a aceitação de membros oriundos de comunidades religiosas que defendem posições diferentes. Que não crêem como nós cremos e não aceitam nossas Doutrinas. O simples fato de ter sido batizado por imersão, desculpe a redundância, pois batismo significa imergir, mergulhar, sepultar, não qualifica a pessoa para ser membro de uma Igreja Batista. É necessário que o candidato a membro aceite o significado bíblico do batismo cristão. Não discutimos a experiência da salvação do candidato oriundo de outras Igrejas. Discutimos a forma e o que crê sobre o batismo.

A cerimônia do batismo é simples. Emocionante. Transmite mensagem de que ocorreu mudança radical de vida na experiência do batizando. Testemunho público que a pessoa passou por experiência de salvação em Cristo. A pessoa reconhece que seus pecados já foram perdoados no momento em que creu em Cristo como único Salvador. O simbolismo do imergir diz que o batizando morreu para os seus antigos pecados. Eles não mais existem. O emergir das águas transmite o simbolismo de uma nova vida em Cristo. Morreu para o pecado e ressurge para andar sob a direção de Cristo. Esperam-se do novo membro da Igreja vida nova e novidade de vida. Os pecados foram perdoados em Cristo. Todo o caminhar cristão, há que testificar que a pessoa passou por experiência de salvação. Acrescentar à cerimônia ou ordenança do batismo qualquer outro significado é afrontar a Bíblia e Àquele que o ordenou.

Na minha experiência de capelania hospitalar convivi com centenas de pessoas que aceitaram a Jesus como Salvador. Nunca foram batizadas biblicamente. Não adentraram nenhuma Igreja, pois partiram para estar com o Senhor ainda no leito hospitalar. Mas foram salvas. A única profissão de fé que balbuciaram foi: “eu aceito Jesus Cristo como meu único salvador pessoal”. Muitos deles com vozes imperceptíveis. Mas estão com Cristo e nos encontraremos no retorno do Senhor. Batismo não salva e não altera o destino do pecador. Cristo, sim!

Pr. Julio Oliveira Sanches

05/10/09