Home Mail Cadastre-se Contato
“PORQUE BRIGAMOS”
gostei muinto quero continuar aprendendo sobre abiblia,e com...

Estas duas palavrinhas terríveis compõem a letra da canção cantada por Diana, da jovem guarda. Em seu refrão a poetisa expressa: “Ó meu amado, porque brigamos”. Não há razão aparente para brigar. O amor integrava a experiência do casal. Ambos almejavam a felicidade. Estão juntos por amor e por causa do amor. Sonharam sonhos lindos. Castelos de esperança foram construídos, quando namorados. Tudo era belo e romântico. O tempo fluía lentamente na ampulheta de cupido, convicto que o sonho bom jamais terminaria. A “felicidade” durou pouco. Começou a se desfazer na lua-de-mel. Os dias trouxeram decepções que se transformaram em amarguras. A atração abriu espaço à indiferença. O diálogo interminável do tempo de noivado deu lugar ao mutismo frio e indiferente. Os encontros tão esperados na praça morreram. As palavras doces ficaram apimentadas. Temperadas com acusações mutuas. Os presentes que provocavam suspiros e a sensação de se estar flutuando no ar, não mais existem. As flores murcharam. Os jardins admirados, inspiração à poesia e frases belíssimas, desapareceram. O estar juntos ficou distante. No passado que não volta mais. Hoje o cardápio diário é composto por gritos, acusações, desconfianças, ciúmes, palavras ácidas, indiferença e frieza. Até mesmo o sofrimento dos filhos, a prenunciar o trágico do que foi um casamento feliz, não consegue sensibilizar a vida a dois. Em pouco tempo tudo ruiu, como a casa construída na areia movediça da ausência de compromisso. A briga é o enxoval que sobrou de dois alegres jovens que um dia, no altar, juraram se amar, até que a morte os separasse. Morto o amor, aguardam o sepultamento do sonho que se desfez em lágrimas e mágoas.
“Porque brigamos”, se o alvo era ser feliz? As razões para as brigas são muitas, mas não justificam a guerra no lar. Minha mãe dizia: “brigam porque perderam a vergonha”. Era o que ela nos dizia quando, como irmãos, brigávamos. Existem outras razões que levam um casal a brigar e alimentar a discórdia no lar.
Incapacidade em alimentar o amor que serviu de base à união conjugal. O amor precisa ser alimentado. Receber cuidados especiais para sobreviver. Precisa de estímulos para vencer a aridez do tempo e dos conceitos da sociedade atual. Pequenos gestos. Palavras especiais. Toques românticos. Reafirmação continua de admiração. O amor requer cultivo. Não de um. Mas de cada cônjuge que busca o bem estar do outro. Fazer o outro feliz é o segredo da minha felicidade. Não cuidado, o amor morre e, das suas cinzas surge o ódio assassino.
Ausência de caráter. Ao assumir o compromisso de amar e fazer o outro feliz ocorreu o empenho da palavra. O Salmo 15:4 afirma que aquele que se compromete, mesmo que ocorra dano ou prejuízo, não muda de atitude. A descoberta de falhas no objeto amado, não autoriza a mudança do contrato assumido. É difícil a prática. Mas o caráter do cristão lhe impõe responsabilidades que, às vezes, exigem sacrifícios. A fidelidade assumida desautoriza qualquer saída para justificar o “direito de ser feliz”.
Falta de amadurecimento emocional. Há pessoas que não crescem. São eternas criancinhas. Passam a vida aguardando que alguém os sirva. Agem como crianças. Como a mamãe erradamente os protegia. Ajuntava os brinquedos espalhados pela casa. Preparava o prato. Colocava comidinha na boca. Os cobria durante a noite. Os defendia das exigências dos professores, cruéis. Foram criadas em roldanas impenetráveis. Jamais aprenderam a decidir por si mesmas. Uma vez casadas conseguem transformar o lar em pequeno inferno. Não sabem repartir. Desconhecem a alegria de servir. Ser útil. Dar-se um pouco de si em beneficio do outro. Claro que tal agir se constituiu em motivos para brigas homéricas.
A influência do hedonismo atual. Mesmo salvos não conseguem rejeitar e administrar as ofertas que o pecado faz, com suas embalagens emocionantes. Deixam-se convencer por valores efêmeros. Como todos os amigos e amigas já trocaram de cônjuge várias vezes, por que não fazer o mesmo? Desconhecem o labirinto e desditas dos outros. O suicídio crescente comprova esta verdade. As novelas assassinas dos bons costumes conseguem gerar a sociedade que ai está. Sociedade infeliz. Triste. Com seus milhares de abortos. Com sua lista interminável de casamentos desfeitos. Filhos abandonados. Com cicatrizes que corroem as vidas de milhões de pessoas. A briga impede ver esta verdade.
Como salvos, a não aplicação diária dos valores, princípios e recomendações bíblicas, contribuem para as brigas. A Bíblia tem a receita para casamentos sem brigas. Sem divórcios. Sem filhos abandonados. Sem vidas carregadas de aventuras extraconjugais e pecaminosas. Deus sabe que o convívio harmonioso entre um homem e uma mulher, como casal, não se faz por milagres. Não há uma fonte do eterno amor e felizes para sempre. Os mitos precisam ser desmitificados. A relação há que ser trabalhada com dedicação exaustiva. O amor alimentado com dedicação exclusiva. O projeto se apresenta sempre inacabado. Carente de trabalho e dedicação. Sabendo dessa realidade o Senhor oferece aos casais instrumentos para uma família cristã feliz.
São muitos os textos. Variados os exemplos. A praticidade e aplicação dos mesmos se adaptam a cada casal. Cabe a cada cônjuge construir o seu próprio sonho. A receita bíblica funciona em doses homeopáticas, mas eficaz em cada circunstância da vida a dois. O casal que colocar em pratica a recomendação bíblica, pode até brigar, mas não viverá em eterno ambiente de brigas.
Difícil brigar quando oramos juntos. Impossível manter ambiente beligerante ao se ler a Bíblia como família. Não há como brigar se as frases românticas de Cantares de Salomão interagem o convívio do casal. Ninguém consegue alimentar uma guerra de nervos, ao ser tratado com lhaneza. Respeito. Admiração. Ao receber do outro a certeza de que o amor verdadeiro tudo constrói. Jamais haverá brigas quando o casal assume a responsabilidade de oferecer aos filhos o suporte necessário à formação de personalidade equilibrada.
Está comprovado que crianças que crescem em ambientes inseguros, tensos, de discórdias e acusações, se transformarão em adultos frustrados. Indecisos. Infelizes. Que farão outros infelizes. Nenhum pai ou mãe cristão deseja tal futuro para o filho.
“Porque brigamos”? Costume? Falta de maturidade cristã? Outras possibilidades? Qualquer que seja o motivo somos convidados a viver o padrão estatuído por Jesus. Somos sal. Somos luz. E como tais a sociedade perdida e corrompida aguarda bom testemunho dos salvos. Pare de brigar e viva a beleza do amor de Cristo a dois, ou melhor, a três. Convide Jesus para fazer parte do seu relacionamento.

Pr. Julio Sanches

18/05/10