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SEM FAMÍLIAS
concordo , a familia é o alicerce , mas digo que DEUS é t...
Em pleno desenrolar da copa do mundo em África do Sul, um goleiro que sonhava ser convocado em 2014 para compor a seleção brasileira, ganhou as manchetes dos jornais como mandante de um “crime” bárbaro. Todo crime é bárbaro. Mas alguns ganham conotações especiais. São oriundos de ações psicopatas que os cometem com requintes de crueldades. Difícil compreender que o ser humano seja capaz de tamanha barbárie. Mas é. A história do crime registra capítulos horrendos. A tentativa de esconder o mal praticado é tão antiga quanto à fuga de Adão e Eva, atrás das árvores, tentando não encarar o Criador. O pecado por si só é covarde e cruel. O pecador é capaz da pratica de atos inomináveis. Por isso não admite a falha. Resiste reconhecer o erro cometido e tudo faz para camuflá-lo.
Os crimes com requintes de crueldades são comuns. Nem sempre ganham as manchetes da mídia. Quando os acusados são destaque nas colunas sociais ou no aplauso do povo, no caso um jogador de futebol, os ângulos explorados são múltiplos. Em outras circunstâncias não chegariam ao domínio público. A exploração e as descrições são mais bárbaras que o crime em si. Os detalhes geram pavor. Os horrores revelados perturbam o sono de muitas pessoas. Os comentários se sucedem. A ânsia por novas informações que elucidem o ocorrido chegam a ser dramáticas. Conhecedores desta realidade os militantes da mídia descem a possíveis pormenores, sem sempre comprovados, mas que gera nos leitores ou telespectadores, a saga por justiça rápida e também cruel. Pena de morte, neles, é a voz do povo revoltado. Todos se consideram juízes e executores da justiça ou das leis que a compõem. Sem julgamento o povo elimina o suposto criminoso. Daí a necessidade de um bom interregno de tempo entre o fato e o julgamento. Os advogados dos supostos réus são espezinhados. Como é possível defender tal monstro? Tal facínora? Os acusadores e “justiceiros” esquecem que ninguém pode ser considerado culpado, até que a Justiça o declare baseado em fatos comprovados. Todos têm direito à defesa. À preservação da vida. A ficar calado. A só falar em juízo. Há matizes mil que não justificam o crime, mas explicam o porquê do seu cometimento. Embora isto não inocente o acusado, lança luz sobre a responsabilidade que a sociedade exerce sobre as pessoas.
Impossível que o goleiro acusado jogue a copa de 2014. Por si só já se constituiu em terrível punição. Todos os sonhos do menino pobre, sem família, sem futuro, abandonado pela mãe e desprezado pelo pai, que um dia vislumbrou no futebol a possibilidade de ser gente, sucumbiram.
Possuir dinheiro. Carro importado. Mulheres fáceis e facilitadas. Ter o nome pronunciado por locutores famosos, como o defensor da “pátria”. Aparecer nas colunas sociais. Dar entrevistas e autógrafos às fãs desvairadas. E quiçá, até mesmo, ser político e galgar um cargo no governo, independente dos anos de estudos. Aparecer nos comentários dos críticos esportivos. Assinar um contrato milionário com um clube no exterior. Tantos outros sonhos que infestam a mente dos nossos meninos, nas peladas de rua ou nos jogos de várzeas, sucumbem quando falta a base piramidal: A família.
A ausência da família estruturada, onde se aprende a respeitar a si e ao semelhante, responde por toda desgraça anunciada pela mídia. O infeliz goleiro nunca ouviu o testemunho de Provérbios 4:3-ss. O sábio de Provérbios lembra a figura paterna e o carinho materno. ”Eu era filho de meu pai, tenro e único em estima diante de minha mãe. Ele ensinava-me, e dizia-me: retenha as minhas palavras o teu coração...” Não! Ele nunca ouviu isto. A história familiar é trágica em todos os sentidos quando falta a Palavra Divina como orientadora do caminho que a criança deve seguir. Embora afirme ser evangélico, não convence. Como evangélicos são milhões de brasileiros, mas que não vivem a pureza do Evangelho. Não basta ser evangélico é preciso ser transformado por Cristo.
Abandonado pela mãe, quando criança. Desprezado pelo pai. Socorrido pela avó. Termina por envolver-se com ex ”artista” pornô, que se gabava das conquistas de “pessoas importantes”, especialmente jogadores. ”Amigos” não comprometidos com a verdade, onde o dinheiro é o grande vilão dos sonhos desfeitos. Com todo esse passado, tinha tudo para dar errado. Incorreu, por faltar-lhe uma família estruturada, na quebra de Provérbios sete. Deixou-se prender pelo pecado e este lhe deu a recompensa de sempre: a morte.
Sinto compaixão por ele e por todos que estão envolvidos no “caso”. Compaixão por aqueles que se deixam dominar pela riqueza fácil, oriunda da subtileza do comigo é diferente. Compaixão por outros tantos meninos e meninas embevecidos com o futebol, a sonhar com o gol da vitória. Compaixão da mídia podre que domina, exalta, explora, guinda ao pódio e com a mesma facilidade destrói, espezinha e denigre seus heróis, estimulando a vingança. Compaixão dessa sociedade podre e hipócrita que comete os mesmos delitos, mas está sempre pronta a apedrejar os infelizes que caem em descrédito público. Compaixão da força política deste país, que na mesma semana aprovou a facilitação para obtenção do divórcio. Com alarde, a mídia aplaudiu a decisão dos legisladores, que foram eleitos para elaborar leis de proteção à família, mas ao contrário aprovam o desmantelamento da célula mater da sociedade. Ambos são réus. Ambos exterminam a vida. Ambos laboram contra os princípios estabelecidos por Deus. São dignos de misericórdia. Carecem de compaixão, por estarem a serviço do mal. Todos precisam do verdadeiro arrependimento.
O goleiro, caso não seja encontrado a materialidade do crime, o corpo, não há como acusá-lo. Pode ser condenado por outros delitos. Jamais como mandante ou autor. Os políticos que facilitaram a destruição da família já foram condenados. O delito contra a família há de pesar-lhes na consciência, se é que a possuem. As conseqüências pesarão sobre toda a sociedade. A decisão tomada gerará milhões de outras crianças que serão abandonadas. Não receberão o carinho dos pais. Não terão lares. Serão educadas por supostos avós ou por alguém condoído a oferecer-lhes a adoção. Não há presídios suficientes para tais criminosos. A única maneira de punir seus autores é não reelegê-los. Bem assim não eleger aqueles que alimentam pensamentos similares. Homens e mulheres que laboram contra a família. Você é o juiz. Cabe-lhe prolatar a sentença. Sem família não haverá melhores dias.

Pr Júlio O. Sanches

14/07/10